Leia também

ABIIS destaca fortalecimento da vigilância pós-mercado durante celebração dos 25 anos do Vigipós na Anvisa

Entidade defende ampliação do número de servidores na área e ferramentas digitais para acompanhar o crescimento do setor de dispositivos médicos no Brasil.

A Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS) participou, no dia 28 de maio, na sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do evento em comemoração aos 25 anos do Sistema de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária Pós-Mercado (Vigipós). A iniciativa reuniu representantes da agência reguladora, entidades do setor regulado e especialistas para debater os avanços, desafios e perspectivas da área.

O presidente executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira Gomes, participou do painel ‘Importância da Vigilância Pós-Comercialização’, moderado por Leonardo Oliveira Leitão, gerente deHemo e Biovigilância (GHBIO). O debate também contou com representantes da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO), da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), do Sindusfarma e da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (HUBrasil), entre outros.

Ele destacou a importância da vigilância pós-mercado para garantir a segurança e a eficácia dos produtos disponíveis à população, especialmente diante da incorporação acelerada de novas tecnologias na assistência à saúde. “Dados econômicos compilados pela ABIIS mostram um crescimento consistente do setor ao longo da última década. Apesar desse avanço, o Brasil ainda apresenta uma oferta de tecnologias médicas inferior à observada em diversos mercados internacionais, o que indica um significativo potencial de expansão nos próximos anos. O Vigipós é um elemento estratégico para acompanhar a evolução do mercado e assegurar a qualidade dos produtos colocados à disposição dos pacientes”, afirmou.

O executivo também chamou atenção para os desafios que a Anvisa enfrentará diante das transformações tecnológicas que já impactam o setor, como a digitalização da saúde, a inteligência artificial, os dispositivos vestíveis e a cirurgia robótica. “É preciso fortalecer a área de tecnovigilância, atualmente composta por um número reduzido de servidores dedicados ao tema, aprimorar as ferramentas digitais utilizadas na análise e resposta às notificações e preparar a Agência para um cenário regulatório cada vez mais dinâmico, marcado pela convergência internacional e pela redução dos prazos de registro”, defendeu o representante da Aliança.

Para José Márcio Cerqueira Gomes, “a Vigilância Pós-Mercado é fundamental para sustentar um ambiente regulatório moderno e eficiente. O setor regulado deve atuar de forma conjunta para defender essa agenda junto às autoridades”, finalizou.