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Produção doméstica de produtos para a saúde cresce 21,8% e setor emprega 6 mil a mais, no primeiro semestre

Cirurgias cresceram 22,2% nos seis primeiros meses do ano. Incremento nas in­ternações hospitalares para consultas, tratamentos e diagnósticos foi de 4,3%.

O Brasil vive um bom momento no setor de dispositivos médicos, com a retomada das cirurgias, procedimentos, exames e consultas. Segundo o Boletim Econômico da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), que acaba de ser divulgado, o consumo aparente de produtos para a saúde – que é soma da produção nacional e das importações, descontadas as exportações – cresceu 4,8% nos seis primeiros meses do ano.

O número reflete a alta expressiva na produção doméstica, de 21,8%, com a geração de 6.191 empregos nas atividades industriais e comerciais do setor, totalizando 161.311 trabalhadores nesse mercado. “A tendência positiva de criação de vagas no mercado formal tem se mantido desde o primeiro trimestre de 2021. De janeiro a junho de 2022 o crescimento foi de 4%, como previsto pós fim de vigência do estado de calamidade no Brasil, por conta da pandemia”, afirma o diretor executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira Gomes. No cenário internacional o desempenho não foi tão positivo, com recuo de 2,2% nas importações e crescimento de 5,2%, nas exportações. Com a diminuição dos casos de Covid-19, houve uma redução de compras de testes para detectar a doença e, consequentemente, uma estabilização no mercado de diagnóstico in-vitro, fato que impactou o resultado geral de comércio exterior.

“A melhora nos índices está diretamente associada à retomada das atividades médicas e hospitalares, após dois anos de combate prioritário ao Coronavírus”, destaca Gomes. As cirurgias, no primeiro semestre de 2022, no SUS, aumentaram 22,2%. Foram 400 mil cirurgias a mais do que nos seis primeiros meses dos anos passado.

Também houve incremento de 4,3% nas in­ternações hospitalares no SUS para consultas, tratamentos e diagnósticos. Houve crescimento de 21,8% de tratamentos de nefrologia, de 10,6% em oncologia e, com a maior circulação de pesso­as nas ruas, a ampliação de 12,2% em internações por causas externas como os acidentes.      

A retomada refletiu ainda no número de exames na atenção ambulatorial do SUS, com alta de 16,2% em relação ao mesmo período de 2021. No total, foram realizados mais de 525,7 mi­lhões de exames, ante cerca de 452,5 milhões, no primeiro semestre de 2021.

O Boletim Econômico ABIIS é desenvolvido pela Websetorial Consultoria Econômica.

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