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Importações de produtos para a saúde crescem 8,2% e exportações recuam 5,9%, no primeiro semestre

China lidera como principal origem das importações brasileiras; Estados Unidos seguem como maior destino das exportações de dispositivos médicos.

O comércio exterior manteve-se como um dos principais indicadores do setor de dispositivos médicos (DMs), no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Boletim Econômico da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS). No acumulado de janeiro a junho, as importações somaram US$ 3,355 bilhões, crescimento de 8,2%, em relação ao mesmo período de 2025. Já as exportações totalizaram US$ 456 milhões, recuo de 5,9%.

Com isso, a balança comercial do setor permaneceu deficitária em US$ 2,9 bilhões, representando aumento de 10,8% no déficit comercial, na comparação com o período de janeiro a junho de 2025.

O avanço das importações acompanhou o crescimento do consumo aparente de dispositivos médicos no país, que registrou alta de 7,5% no período, na comparação com o mesmo período de 2025.

A China foi o principal país de origem das importações brasileiras de DMs, no acumulado de janeiro a junho de 2026. O Brasil adquiriu US$ 696,5 milhões em produtos chineses, o equivalente a 20,8% do total de US$ 3,4 bilhões importados no período. Na sequência, aparecem os Estados Unidos, com participação de 19,9%, e a Alemanha, com 11,8%, consolidando-se como importantes fornecedores do mercado brasileiro.

Os chineses foram o principal fornecedor de dispositivos médicos para o Brasil em nove segmentos de mercado. Em outros seis segmentos, os Estados Unidos ocuparam a primeira posição. No segmento de reagentes para diagnóstico in vitro (IVD), os Estados Unidos destacaram-se como player relevante, respondendo por 30% dos embarques destinados ao Brasil.

Os Estados Unidos também permaneceram como principal destino das exportações brasileiras de dispositivos médicos, no primeiro semestre de 2026. As vendas para o mercado norte-americano somaram US$ 113,6 milhões, o equivalente a 24,9% de tudo o que o Brasil exportou no período. A Argentina ficou em segundo lugar, com participação de 7,9% e US$ 35,8 milhões em vendas, seguida pela Colômbia, com 5,7%.

Entre os segmentos exportados, destacam-se as compras norte-americanas de equipamentos e materiais de apoio para ‘OPME’, que corresponderam a 61,7% do total exportado pelo Brasil nessa linha de produtos.

Para o presidente-executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira Gomes, “o desempenho do setor demonstra a importância crescente das tecnologias para a saúde e, ao mesmo tempo, reforça o desafio de ampliar a competitividade da indústria brasileira. O crescimento do mercado precisa ser acompanhado por condições que estimulem investimentos, inovação e expansão da produção nacional, contribuindo para reduzir a dependência tecnológica externa”, analisa.

O Boletim Econômico ABIIS é desenvolvido pela Websetorial Consultoria Econômica.

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