Importações avançam 10,9%, produção nacional sobe 2,6% e expansão da rede de saúde sustenta demanda.
O mercado brasileiro encerrou 2025 com alta de 7% no consumo aparente de dispositivos médicos – resultado da soma da produção nacional com as importações, descontadas as exportações – na comparação com o acumulado de janeiro a dezembro de 2024. Os dados constam no Boletim Econômico da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), que acaba de ser divulgado.
Entre os segmentos, “Reagentes e analisadores para diagnóstico in vitro” registraram o maior crescimento, com 8,4%; seguido por “Próteses e implantes – OPME”, com alta de 7,0%; e “Materiais e equipamentos para a saúde”, que avançaram 6,1%, no período.
O desempenho foi puxado principalmente pelas importações, que totalizaram US$ 10,2 bilhões, crescimento de 10,9% em relação a 2024. As exportações somaram US$ 1 bilhão, alta de 2,5%. Com isso, o déficit da balança comercial do setor alcançou US$ 9,2 bilhões, aumento de 11,9% na comparação anual.
A produção nacional apresentou expansão mais moderada, de 2,6% no período. O presidente-executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira Gomes, destaca que o setor manteve desempenho superior ao da média da indústria brasileira. “A indústria brasileira encerrou 2025 com um crescimento moderado de 0,6% na comparação com 2024. O resultado foi pressionado por juros altos e perda de ritmo no segundo semestre. Seguindo esse ritmo, e mesmo com o fraco crescimento da fabricação local de ‘Instrumentos e materiais para uso médico, odontológico e artigos ópticos’, de 2,6% no mesmo período, o desempenho do setor de dispositivos médicos tem superado o da média das demais atividades industriais”.
Em 2025, foram abertas 2.219 vagas nas atividades industriais e comerciais do setor, alta de 1,5%. O contingente total atingiu 152.174 trabalhadores, sem incluir os empregados em serviços de complementação diagnóstica e terapêutica. O destaque foi a atividade de “Fabricação de instrumentos e materiais de uso médico, odontológico e artigos ópticos”, responsável pela criação de 875 postos de trabalho no período.
A ampliação da rede de saúde também contribuiu para sustentar a demanda por dispositivos médicos. O Sistema Único de Saúde contabilizou 101.234 estabelecimentos em dezembro de 2025, um aumento de 3.541 unidades na comparação com dezembro do ano anterior, com destaque para a abertura de 580 centros de saúde e unidades básicas. Na rede não vinculada ao SUS, foram abertas 20.667 unidades no período, incluindo 10.452 novos consultórios e 6.287 clínicas.
Exames, internações e cirurgias
O SUS realizou cerca de 14,4 milhões de internações em 2025, crescimento de 2,6%, frente a 2024. Destaque para os aumentos de 14,04% nas internações para ‘Transplante de órgãos, tecidos e células’ e de 9,63% nos tratamentos de lesões, envenenamentos e outras causas externas. As internações para tratamento clínico cresceram 1,17%, com avanço de 7,85% nos casos de intercorrências clínicas na gravidez.
As internações para cirurgias no SUS somaram 6,484 milhões de procedimentos, alta de 3,6%, em relação ao ano anterior. O maior crescimento foi observado em ‘Bucomaxilofacial’ (+13,4%), seguido por ‘Cirurgia do sistema nervoso central e periférico’ (+10,4%).
Na atenção ambulatorial, foram realizados cerca de 1,327 bilhão de exames no SUS, recuo de 1,1%. Apesar da queda geral, os exames de ‘Diagnóstico por Tomografia’ cresceram 10,8%, enquanto os ‘Diagnósticos em vigilância epidemiológica e ambiental’ registraram redução de 6,1% no período.
O Boletim Econômico ABIIS é desenvolvido pela Websetorial Consultoria Econômica.
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