O orçamento do Ministério da Saúde para 2026 prevê crescimento de 10%, totalizando R$ 271,3 bilhões. No entanto, especialistas alertam que o aumento não elimina distorções históricas no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Embora o piso constitucional de 15% da receita corrente líquida tenha sido cumprido, a ampliação do peso das emendas parlamentares, que somam cerca de R$ 61 bilhões, reacende preocupações quanto à fragmentação do planejamento e ao uso político dos recursos.
Áreas como atenção primária e atenção especializada registraram incremento orçamentário, assim como o Programa Farmácia Popular, que teve aumento expressivo.
Em contrapartida, setores estratégicos, como pesquisa, desenvolvimento e inovação em saúde, sofreram cortes relevantes. Para especialistas, a crescente dependência de emendas compromete critérios técnicos, aprofunda desigualdades regionais e fragiliza a capacidade do SUS de responder de forma estruturada às necessidades da população, especialmente em ano eleitoral.
Com informações da CBDL – 26.01.2026.