Leia também

OSCIP Doutores das Águas reúne-se com CBDL e associados para possível parceria no atendimento de populações ribeirinhas

A médica infectologista Dra. Rosana Richtmann lidera um projeto voltado às populações ribeirinhas dos estados do Amazonas e Roraima, na região Norte do País, atendendo cerca de 80 comunidades nestas regiões.

O projeto de OSCIP, entidade privada sem fins lucrativos, reconhecida pelo governo por atuar em projetos de interesse público, tem o nome de “Doutores das Águas”, nasceu em 2011, e utiliza barco e “rabetinhas” para a locomoção fluvial.

As comunidades ribeirinhas são formadas por pessoas vindas do Nordeste para trabalhar, inicialmente, no ciclo da borracha, entre os séculos XIX e XX.

CBDL e Doutores das Águas

Na última semana, a médica reuniu-se com a direção da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL) e associados (empresas fabricantes e importadoras de equipamentos e testes de diagnósticos) para fomentar uma possível parceria.

A “Doutores das Águas” contempla uma série de benefícios para as populações atendidas entre programa de saúde, atendimentos odontológicos, educação sócio ambiental, qualidade de vida e acesso.

A OSCIP conta, por enquanto, com seis médicos, duas enfermeiras, um farmacêutico, quatro dentistas, dois assistentes e três protéticos que desafiam as águas da região norte pelos barcos-hospitais equipados.

O primeiro convés é dotado de consultórios médicos, odontológicos, com cinco cadeiras, sala de ultrassonografia e pequenas cirurgias, sala de esterilização, farmácia e alojamento da tripulação.

O segundo tem cabine de comando, oito cabines-suítes e um camarote para 34 voluntários, sala de convivência e refeitório. Já o terceiro convés tem oficina de próteses, estoques de materiais e medicamentos, área de socialização.

A expedição tem início no estado de Roraima com 1.050 km percorridos, nove paradas e 37 comunidades atendidas. Nesta etapa navega-se pelos rios Jauaperi, Branco, Amajaú, Xeriuiní e Jufari.

Depois segue pelo estado do Amazonas com 1.300km percorridos, sete paradas e 47 comunidades atendidas. Nesta etapa percorre os rios Madeira Canumâ, Acarí Arara e Abacaxis.

Atendimento Médico

A equipe médica presta avaliação clínica, diagnóstico precoce e manejo inicial das principais doenças prevalentes na região, com foco na prevenção, o que inclui controle de hipertensão e diabetes, rastreamento de câncer, atualização vacinal e orientações sobre higiene, nutrição e cuidados com a água.

Além de realizar pequenas cirurgias como retirada de verrugas com eletrocauterização, remoção de pequenos cistos e lipomas, drenagem de abscessos e outras intervenções ambulatoriais.

Um capítulo à parte é a Saúde da Mulher, com consultas ginecológicas, exames preventivos (HPV e Papanicolau), ultrassonografia transvaginal e encaminhamentos para atenção especializada, diagnóstico precoce e saúde integral.

De acordo com a médica infectologista Dra. Rosana Richtmann, em 2024 foram colhidos 300 testes DNA HPV, em 2025 foram 150 exames e a perspectiva para este ano é de realizar mais 250 testes para HPV. “Dos testes realizados nas comunidades 11,6% da população ribeirinha sinalizou positivo para HPV. Para este ano a meta é dar continuidade ao projeto de atenção à saúde da mulher, abordar o tema “Violência contra meninas e mulheres” e ampliar a cobertura do teste DNA HPV na população ribeirinha”, comenta a médica.

Outro ponto a ser ressaltado é a vacinação e distribuição de medicamentos para o controle de doenças crônicas, prevenção de doenças infecciosas e tratamento de enfermidades agudas e emergenciais que rondam a vida na floresta.

E ainda, saúde odontológica com programa de Cárie Zero e próteses.

A Organização já conta com diversas parcerias e agora pleiteia, junto à CBDL, que se mostrou, por meio da sua direção e associados, interessada em participar do projeto com a doação de insumos e kits laboratoriais, equipamentos Point Of Care (POC), testes rápidos, etc.

Os associados da CBDL se prontificaram em mandar suas propostas para o auxílio do projeto.

Carlos Eduardo Gouvêa, presidente executivo da CBDL, reforçou a importância de um projeto como este para indicar possíveis caminhos para os desenhos de programas de saúde pública cada vez mais efetivos, confirmando o interesse da CBDL em assumir a “curadoria de diagnósticos” para os próximos anos.

Com informações da CBDL – 13.02.2026.

Visão geral

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Leia mais sobre nossa política de privacidade e termos de uso.