A direção geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) nomeou o médico brasileiro Marcus Lacerda como diretor do TDR – Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (Special Programme for Research and Training in Tropical Diseases). O médico inicia em março de 2026.
Marcus Lacerda é especialista em doenças infecciosas e pesquisador em medicina tropical pela Fiocruz Amazônia e da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira e seu trabalho influenciou as estratégias de eliminação da malária.

Lacerda, que já participou de simpósios da Aliança Latino-americana para o Desenvolvimento do Diagnóstico In Vitro (Aladdiv) em Brasília (DF) trabalhou desde cedo em comunidades remotas da Amazônia, onde teve seus primeiros contatos com a malária e outras doenças tropicais.
Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Lacerda é uma liderança internacional na pesquisa sobre malária, especialmente no manejo e na eliminação da Plasmodium vivax.
“Marcus Lacerda é um gigante da saúde global do século XXI, que dedicou sua vida profissional a dar visibilidade aos problemas de saúde da região amazônica brasileira e de outras partes do mundo”, afirmou Quique Bassat Orellana, diretor-geral do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal).
Como defensor da pesquisa de implementação, o Dr. Lacerda colaborou com diversas instituições nacionais e internacionais para ajudar a desenvolver e implementar a tafenoquina, a primeira cura radical em dose única para a malária por P. vivax aprovada em 40 anos, que hoje embasa as diretrizes de tratamento da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Seu grupo de pesquisa em Manaus estabeleceu um dos centros de pesquisa clínica mais avançados da Amazônia, integrando ciência laboratorial, ensaios clínicos e pesquisa de implementação para orientar políticas de saúde.
“Estou honrado e entusiasmado por assumir o cargo de diretor do TDR. Espero avançar na Estratégia TDR 2024–2029 e apoiar esforços para transformar evidências em impacto, especialmente onde as necessidades são maiores. Estou ansioso para trabalhar em parceria com países e comunidades para fortalecer capacidades, apoiar lideranças locais e construir sistemas sustentáveis e duradouros.”, concluiu.
Com informações da CBDL – 16.01.2026