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Importações de dispositivos médicos crescem 10,9% em 2025 e impulsionam setor

Estados Unidos lideram como principal origem e destino de produtos médico-hospitalares; consumo aparente sobe 7% no ano.

O comércio exterior manteve-se como principal alavanca de crescimento do setor de dispositivos médicos (DMs) em 2025, segundo o Boletim Econômico da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS). No acumulado de janeiro a dezembro, as importações somaram US$ 10,2 bilhões, crescimento de 10,9% em relação ao mesmo período de 2024. As exportações totalizaram US$ 1 bilhão, alta de 2,5%. Com isso, a balança comercial do setor permaneceu deficitária em US$ 9,2 bilhões (aumento de 11,9% no déficit na comparação anual).

O avanço das compras externas contribuiu para o crescimento de 7% no consumo aparente de produtos para a saúde, no ano passado. A indústria nacional de DMs, por sua vez, registrou alta mais moderada, de 2,6%, no período. “Mesmo com o avanço mais contido da produção local, o setor de dispositivos médicos manteve desempenho superior à média industrial do país, que ficou em 0,6%”, destaca o presidente-executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira Gomes.

            Em 2025, os Estados Unidos foram o principal país de origem das importações brasileiras de DMs. O Brasil adquiriu US$ 1,7 bilhão em produtos norte-americanos, o equivalente a 17,1% do total importado no período. Na sequência aparecem Alemanha, com 14,9% de participação, e China, com 12,4%, consolidando-se como fornecedores estratégicos do mercado brasileiro.

Os Estados Unidos lideraram como principais fornecedores em sete segmentos de mercado. Em outros sete segmentos, a China ocupou a primeira posição. No segmento de reagentes para diagnóstico in vitro (IVD), a Alemanha se destacou como player relevante, respondendo por 19,8% dos embarques ao Brasil.

Também é dos Estados Unidos o posto de principal destino das exportações brasileiras de dispositivos médicos, com US$ 256 milhões, o equivalente a 25,5% do total embarcado pelo país. A Argentina ocupou a segunda posição, com 8,1% de participação (US$ 81 milhões), seguida pela Colômbia, com 4,9%.

Entre os segmentos exportados, destacam-se as compras norte-americanas de equipamentos e materiais de apoio para ‘OPME’, que corresponderam a 59,8% de tudo o que o Brasil exportou nesse grupo em 2025.

O Boletim Econômico ABIIS é desenvolvido pela Websetorial Consultoria Econômica.

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